segunda-feira, 8 de março de 2010

Muito fraco

Se com todo esse uso da máquina, inúmeras nomeações, nepotismo às escâncaras, - o governador ainda se mantém atrás do prefeito a uma distância de 5%, como revelou a pesquisa não publicada pelo Correio da Paraíba, é porque o governador já não está com essa bola toda.
As suas atitudes – como por exemplo esse nepotismo escancarado, esses gastos estúpidos com propaganda, esse desprezo em relação aos servidores efetivos – estão fazendo com que aquela parte da população que ainda lhe era simpática agora reflita melhor. O povo está vendo que a imagem que o governo vende em suas propagandas na televisão não corresponde à realidade.
Cinco por cento podem parecer quase um empate técnico, mas na verdade significa uma derrota, não há como escapar dessa dura realidade. Nessa pisada, o governador vai fazer o quê agora para ficar à frente de ricardo? Anunciar mais obras que nunca sairão do papel? Inchar ainda mais a folha de pessoal? Maranhão deve estar com os nervos à flor da pele, embora disfarce e minimize esses números, é claro.
Repito: pode parecer uma diferença pequena, mas não é. Com tanta propaganda na televisão, tantas nomeações, tantas promessas faraônicas, já era para o governador estar pelo menos alguns pontinhos à frente. Não conseguiu até agora, e com o desgaste que sua administração está sofrendo, a tendência é a distância aumentar ainda mais. Porque o povo está sabendo distinguir o que é propaganda enganosa e o que é a realidade deste Estado.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tem que apurar

Estão fazendo o maior bafafá em relação ao suposto envolvimento do Judiciário nas questões políticas estaduais. Querem passar a ideia de que a oposição está acusando o Judiciário de pender para o lado do governo estadual. E haja manifestações “em defesa” da Justiça e contra a oposição.
Vamos combinar? Ninguém está acusando o Judiciário. Mas o fato é que há filhos de juízes e outros parentes empregados – e muito bem empregados – no governo estadual. Há provas irrefutáveis. E isso não quer dizer que o Judiciário esteja comprometido com o governador Maranhão, assim como a imprensa paraibana não está voltada para este ou aquele político. Alguns jornalistas, sim. Não todos. Alguns membros do Judiciário... a folha do Estado responde. Seriam todos? Claro que não! Então sem essa de generalizar, como se a oposição estivesse querendo desmoralizar o Judiciário.
Essas nomeações graciosas não são novas. Vem de meses atrás. E a coisa piorou com as declarações do deputado Tião Gomes numa rádio local, afirmando que o prefeito de Areia – seu arqui-adversário – só teria se aliado ao governador para se livrar de uns nós na Justiça. Disse, tá dito. Foi crise de ciúmes. Não adianta lançar nota à imprensa dizendo que não disse o que disse. Tá gravado.
E vamos combinar de novo? Isso tudo não pode ficar só no disse-não-disse. Tem que ser apurado.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Vale a pena ver de novo?

?Há poucos dias o caso Camará esteve em debate na imprensa paraibana. Depois, o assunto sumiu.
Afinal, o povo quer ou não quer a reconstrução de Camará?
Na minha opinião, o povo talvez queira, sim. Mas que seja, desta vez, uma obra realmente segura, sem as falhas gravíssimas apresentadas pela anterior, que não resistiu às primeiras chuvas. Mal foi posta à prova, a barragem desabou.
Claro que, para se livrar da besteira que fez, José Maranhão colocou a culpa no então governador Cássio Cunha Lima que, na sua opinião, não teria feito a devida manutenção. Ora, manutenção de quê, já que ainda não havia chovido?
O fato é que Maranhão quer limpar do seu currículo esse desastre, reconstruindo Camará. Bacana. Acho legal isso.
Só não acho legal que a mesma construtora que foi responsável pela obra mal feita seja, novamente, a escolhida para a sua reconstrução. Convenhamos, não há quem confie, por mais que a construtora esteja disposta a prestar mais atenção ao serviço. Quem garante que desta vez vai dar certo? José Maranhão pode mesmo garantir isso? Como?
A obra é importante, claro. Desde que feita sob os mais rigorosos critérios de segurança. Não dá mais para arriscar. Ainda mais com o preço avaliado em mais de R$ 25 milhões.
Ou seja, somando-se aos mais de R$ 24 milhões gastos na obra anterior, chega-se a quase R$ 50 milhões de custo e zero de garantia.
Vale a pena ver de novo?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Enfim, juntos!

Agora é oficial. O ex-governador Cássio aparece lado a lado com o prefeito Ricardo Coutinho e o senador Efraim Morais em festa da prefeitura de Bananeiras. Pense numa festa animada!
Ninguém precisou anunciar nada oficialmente. Nem precisava. Os três, juntos, caminhando sorridente pelas ruas da cidade da prefeita Marta Ramalho, revelavam uma união incontestável.
Estavam juntos e felizes. Casados politicamente. Precisa de entrevista coletiva pra ser mais claro do que isso?
Mais: a população apoiou totalmente o casamento. Uma multidão seguia os três e os demais políticos tucanos, democratas e pessebistas que se juntaram ao trio. O povo gritava, animado, os nomes de Ricardo e Cássio. União aprovada e festejada.
Escrevo essas linhas perto da 01h30m desta quinta. Quando amanhecer o dia, vão pipocar ais e uivos, gritos e sussurros, críticas e declarações entusiasmadas.
Mas ninguém poderá dizer que foi uma surpresa.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

É muita cavilação desses esquerdistas

Era uma vez um Estado em que a política praticada era – e ainda é - muito complicada. Ou seria hilariante?
O lado complicado: agradar a todos os que estão num mesmo arco de alianças e não aceitam adesões consideradas no mínimo esquisitas. Somar, sem dividir prejuízos pontuais. É complicado mesmo.
O lado hilariante: o partido X se coliga com Y lá na cidade de Corococó, mas nem de longe aceita repetir a composição na capital desse Estado. Oxi! Por que uma mesma aliança é aceitável – e até estimulada – lá no interior e demonizada na capital? Coisa engraçada, essa...
Nesse Estado, onde se observam as mais esdrúxulas composições de partidos nos diversos municípios, os bastidores da política pegam fogo com a disputa de 2010.
O tal Estado – a Paraíba – parece ter um clima favorável ao desenvolvimento de uma doença entre os políticos chamada “cavilação”, que ao mesmo tempo complica as relações e torna engraçadíssima a cena política. Assim, tudo ao mesmo tempo. Pra rir ou chorar.
Teve um comunista, com emprego no governo estadual, que considerou a aliança PSB-DEM em João Pessoa “um casamento de cobra e lagartixa”. Eu pergunto: e nos outros 16 municípios é diferente? E se é igual, por que não se manifestou antes, exigindo um “divórcio”?
Cavilação é o nome que se dá a esses arroubos, a exemplo do que também fez o deputado Luiz Couto. Cada vez mais isolado, Couto não entende como forças ditas progressistas passam a ser aliadas de forças consideradas retrógradas (por quem, mesmo?). Mas também esquece que o seu partido se aliou ao DEM em 25 municípios e com o PSDB em outros 27 (esses dados eu “chupei” do amigo Giovanni Meireles). Não é hilariante?
Minha gente, vamos deixar de cavilação.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Parem de fingir surpresa

O DEM finge que tomou a decisão apenas hoje. Cícero Lucena finge ter ficado surpreso. José Maranhão não soube fingir a sensação de derrota e saiu-se com uma frase de efeito: "É uma aliança coerente", como que insinuando que forças retrógradas estão se unindo contra ele.
Entenda-se por retrógrada toda e qualquer aliança que não inclua o PMDB.
Ricardo reagiu naturalmente, afinal já sabia do apoio do DEM. E considerou muito natural uma aliança de aparentes opostos. Até porque aliança que mereça tantos comentários assim só quando se faz com os opostos.
Disse no meu twitter que não entendo tanto bafafá em torno dessa aliança tão presumível. Os portais se enchem de comentários contra e a favor, notícias de que Fulano acha isso um absurdo, Cicrano ameaça romper... Quem, afinal, duvidava do apoio do DEM a Ricardo? Nem mesmo Cícero, que apenas alimentava o sonho de continuar com a aliança com os democratas.
Política se faz com alianças - onde foi mesmo que ouvi essa frase???
E aliança é assim mesmo: faz-se com quem estava distante ou indeciso.
Não vejo motivo pra tanta zoada em torno da "incoerência" dessa aliança. Nem dessa, nem de nenhuma outra. Se for para demonizar a junção de forças até então opostas, então que se julgue incoerentes todos os políticos e seus métodos.
Pensando bem... Onde já se viu coerência na política?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Recarregando as baterias

Estou descansando e recarregando as baterias para voltar à ativa no tempo certo. Dezembro é um mês complicado, cheio de compromissos, coisinhas a fazer, providências a tomar. Mas janeiro promete novidades.
Ah, estou no twitter também: gisa_veiga. Ficarei feliz se vc me seguir.
Tchau.